CAN teve forte presença de profissionais e julgamento (também) por estrangeiros

O concurso nacional (CAN), realizado junto com o internacional CDI 3* na Sociedade Hípica Paulista, foi marcado pela forte presença de profissionais — que somaram dois terços (22) dos inscritos — e pela oportunidade que os conjuntos tiveram de serem avaliados pelos juízes estrangeiros que vieram ao Brasil julgar as seletivas para a equipe que representará o País no Sul-Americano 2022.

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Foram 33 conjuntos no CAN da SHP, sendo as mais disputadas a preliminar profissional (com sete concorrentes) e a média 2 aberta (com quatro). Cavalos novos cinco anos, forte 1 profissional, média 1, média 2 profissionais e elementar aberta tiveram três conjuntos em cada. Forte 1 aberta e cavalos novos seis anos contaram com apenas um concorrente; e média 1 aberta e elementar profissional, com dois.

Sergio de Fiori, diretor de adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo, destacou o fato de os participantes, em especial os amadores, terem tido a oportunidade de vivenciarem a experiência de estar em um concurso um pouco mais especial.

Os conjuntos foram julgados também pelos juízes estrangeiros. “Tenho certeza de que aproveitaram muito. Aos pouquinhos, com mais concursos nacionais, vamos ver o número desses participantes aumentar nos próximos anos”, avaliou Fiori.

Para o juiz FEI 5* pela Suécia Magnus Ringmark, na série nacional teve muita diferença entre os conjuntos, com alguns competindo um pouco em níveis muito elevados, subindo de categoria muito rapidamente, o que, segundo ele, também ocorre na Suécia. Ele apontou que falta um pouco do trabalho de base, o que deve ser aprimorado.

Carlos Lopes, FEI 4* por Portugal, avaliou que sobre a série nacional é difícil falar, porque ele não conhece bem a realidade. “Tem muita gente amadora e a qualidade baixa um pouco, mas o que é relevante deste evento é a adesão, porque é importante para o desenvolvimento da disciplina”, apontou.

FEI 4* pela Argentina, Cesar Lopardo-Grana julgou a série cavalos novos e disse que avaliou conjuntos e cavalos lusitanos muito interessantes e com uma boa base de treinamento.

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Conheça os vencedores
Na série cavalos novos, Sarah Waddell levou Glam Star do Drosa à liderança de cinco anos ao obter média de 76,200% depois das duas provas. Edneu Senhorini ficou em segundo com Nepal do Vouga (73,100%). Em seis anos, Maximo do Castanheiro foi o único competidor e, na sela de Cesar Marques, foi campeão com média de 73,700%.

Entre os amadores, Helena Botelho Gomes (foto) venceu a elementar aberta nos dois dias com seu Leão da Prata, sagrando-se campeã com média de 63,365%. Em segundo, ficou Ana Carolina Chemin Ribeiro Parreira e Mariner CAP OA (62,028%), ambas amazonas da equipe do Manège Mon Cheval. O terceiro posto coube à Giovana de Andrade com Antares RI (59,652%).

A elementar profissional foi marcada por porcentuais finais acima dos 70%. Cristiano Augusto da Silva levou Beethoven à liderança nos dois dias e com porcentuais acima dos 73%, fechando a participação como campeão (média de 74,477%). Paulo Cesar dos Santos, que ganhou todas as provas de small tour no CDI 3*, ficou em segundo com Motor da Sasa JE (71,387%).

Única concorrente a disputar a preliminar aberta, Norma Pereira fechou com média de 59,925%, montando Kate.

Já, entre os profissionais, houve disputa na preliminar, com prevalência dos cavalos e ginetes da Sasa, que dominaram o pódio nos três dias, na mesma sequência. João Paulo dos Santos ganhou os dois dias com Leal da Sasa JE, sendo campeão com média de 70,520%. Em segundo, Carlos Vicente Pereira Cardoso fechou com 69,133% montando Mar da Sasa JE; e, em terceiro, Frederico Correa Mandrot ficou com média de 68,722% com Marajá da Sasa JE.

Na média 1, duas amadoras disputam as provas. Fernanda Assad Negrelli, da SHP, ganhou com London Comando SN (64,743%) e Ingrid Prioste, do Haras Funchal, ficou em segundo com Caddilac D’Olympo (62,895). Na profissional, foram três concorrentes e houve mudança nas colocações dos pódios ao longo do CAN. Fechadas as médias, Carlos Cardoso e Mestre da Sasa JE foram campeões com 67,452%, seguidos de Marco Antonio Araújo, que montou Magnífico Aguilar (67,397%), e, em terceiro, Rogério da Silva Clementino, que se apresentou com Douwina Van de Goede Ree (62,285%).

A média 2 aberta foi a mais concorrida da categoria de amadores. Fabiana Maroni, da SHP, ganhou os dois dias com Garibaldo da Sasa JE e foi campeã com 61,257%. A vice foi Patrícia Coser Aspar, também pela SHP, que montou Fauno LS e fechou com 60,138%. O terceiro posto coube a Maria Isabel Casimiro Costa, do Manège Mon Cheval, com Xamã Comando SN e 57,110%.

Na profissional, Sergio Castany de Fiori montou Milord AMM, pelo Haras Cachoeira, e ganhou os dois dias, fechando com média de 70,482%. Sarah Waddell e GS JB do Vouga, pela SHP, ficaram em vice (66,180%) e Carlos Vicente Pereira Cardoso com Lego da Sasa JE, em terceiro (6 4,975%), representando a Fazenda Sasa.

Na forte 1 profissional, apesar de ter ficado em terceiro no segundo dia, Ricardo Nardy da Silva, pela SHP, ganhou com Rose Noir GG, ao fechar com média de 66,315%. Roger Clementino foi vice com Ilustre JMR (66,152%) e Lindelvan da Costa Santos, representando a Coudelaria Rocas do Vouga, ficou em terceiro com Dynamo do Vouga (65,123%). Pelo Manège Mon Cheval, Roberta Prescott Naso (sim, aquela que vos escreve!) concorreu sozinha na forte 1 aberta com Gallante DPC e fechou o CAN com média de 62,272%.

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