Para Aachen, Daniel Pinto mira conjunto no GPS e mostrar progresso brasileiro

Os quatro cavaleiros convocados pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) para representar o País no Campeonato Mundial de Adestramento em Aachen (Alemanha) serão titulares e a meta é fazer igual ou ultrapassar os feitos do mundial de Herning, em 2022. Em entrevista exclusiva com Adestramento Brasil, o técnico da equipe, Daniel Pinto, destacou a importância de o Brasil ir bem no Mundial como forma de fortalecer o esporte no longo prazo, preparando conjuntos para os Jogos Pan-Americanos e Olímpicos; e sempre mantendo as portas abertas para novos talentos.

A equipe será composta por João Victor Marcari Oliva com Feel Good VO; Manuel Tavares de Almeida Neto com Hermes; Murilo Augusto Machado com Jorge VO; e Nuno Chaves de Almeida com Lizarran ou Nogá. O plano inclui treinos com Daniel Pinto em Portugal nos próximos dias 27 e 28 de julho para João, Nuno e Murilo — Manuel está radicado na Espanha. Depois, eles vão para França, treinar no centro de Daniel Pinto, antes de seguir viagem para Aachen em 8 de agosto.

“O grande objetivo é a preparação e, sobretudo, termos uma equipa homogênea, que consegue fazer os mesmos resultados daquilo que tem feito ao longo do ano. O primeiro objetivo é tentarem pelo menos fazer o mesmo tipo de performance. Depois, a nível de resultados em si, seria ótimo se conseguíssemos ter um cavaleiro no grande prêmio especial. Isso já seria igualar o que se fez em outras edições”, assinalou, enfatizando que tem esperança de que possa contar com dois conjuntos no GPS.

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Para além dos resultados, ele quer mostrar que o Brasil vem trabalhando para apresentar bom nível de adestramento mundialmente e aproveitar a experiência para os Jogos Pan-Americanos, pavimentando o caminho para a Olimpíada de Los Angeles de 2028.

“A equipe não é só a que estará em Aachen, mas também no Odesur; é, portanto, todo esse grupo de cavaleiros que está em crescimento e com o trabalho que estamos a tentar fazer. A equipa é muito maior que apenas estes quatro”, disse, assinalando que a meta é construir um trabalho de médio e longo prazos.

Para Daniel Pinto, embora o resultado imediato seja super importante — e estão motivados a fazer o melhor possível, competindo para ganhar —, a visão dele está à frente. “É ganhar experiência, ganhar rotina, mostrar uma imagem de que o Brasil está a crescer e querer fazer parte da família mundial da dressage”, frisou.

Jogos Sul-Americanos – Santa Fé 26
Passado o Mundial de Aachen, o Brasil terá uma missão importante: conquistar, nos Jogos Sul-Americanos, a vaga para competir por equipe no Pan-Americano de Lima de 2027, que, por sua vez, vale cota por time para os Jogos Olímpicos. O técnico avaliou que o Brasil conta com mais que os cinco conjuntos convocados com possibilidade de subir para o big tour, mirando o Pan e LA28.

“Penso que no Odesur no nível São Jorge não são apenas cinco; nós temos mais, como a Pia [Aragão] que não conseguiu fazer um terceiro internacional, mas foi vice-campeã brasileira. Não é só uma questão de qualificarmos por resultados, mas sim de qualificarmos por aquilo que é a necessidade que a equipa poderá ter. Tem também o Vinícius [Miranda] que apareceu no internacional com um cavalo novo [Financial Freedom] também com potencial e muita qualidade. Temos vários cavaleiros com cavalos, que, se não mostraram grandes performances nos internacionais, têm uma margem de evolução grande”, afirmou, citando ainda a Sara Godoy e os animais que competiram na série de cavalos novos.

O período até os Jogos Olímpicos serão de motivação e quando começa a haver investimentos e podem aparecer outros cavaleiros e cavalos. “Vejo positivamente e com esperança”, assinalou.

Também estão na mira do técnico conjuntos fazendo a forte 1 e já subindo para small tour. “Temos o olhar neles, a tentar ver o potencial que há. Então, é um trabalho que abrange muito mais o panorama todo e os cavaleiros do Brasil têm que pensar que todos fazem parte da equipa. Claro que vão ser selecionados os melhores, mas todos já estão todos sob análise. Estamos bastante atentos àquilo que se passa nos cavalos novos e também nos níveis mais baixos.”

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