Depois de Pan e Olimpíada, faltava o Mundial para João Oliva e Feel Good

Há quatro anos, na edição de Herning do Campeonato Mundial, João Victor Marcari Oliva foi o primeiro representante do Brasil a passar para a segunda fase da competição, competindo no grande prêmio especial. Também bateu seu recorde pessoal em GPS ao pontuar 73,313% com o puro sangue lusitano Escorial Horsecampline, fechando em 21º lugar. Agora e, pela primeira vez em quatro participações em Mundiais, João Oliva não montará um puro sangue lusitano. O cavaleiro titular da Coudelaria Ilha Verde se apresentará montando o garanhão warmblood Feel Good V.O NRW, com quem ganhou medalhas de prata por equipe e individual nos Jogos Pan-americanos de Santiago 2023.

Adestramento Brasil — Como foram as provas das seletivas? Achou que o conjunto evoluiu durante o processo? Em quê?
João Victor Marcari
Oliva — Eu aqui [Europa] tenho muitos cavalos que eu venho trabalhando e o Feel Good é o que está mais confirmado entre eles todos e com mais experiência. Então, eu não procuro apertar muito ele ou forçá-lo muito e nem competir a mais do que o necessário, para poupar sempre o cavalo o máximo possível. Nas seletivas, não fomos a muitas competições; foi basicamente o que eu precisava para me qualificar e para eu saber o que eu tenho que treinar em casa.

O cavalo tem muita experiência e eu conheço ele tão bem que eu achei que foi o necessário para levar o cavalo para o Mundial. O cavalo foi selecionado e ele está de uma forma física muito boa. Então, eu acredito que temos tudo para fazer uma boa apresentação, como ele vem fazendo sempre em todos os Jogos.

Daqui até o Campeonato Mundial, como será seu treino e preparação?
O treinamento vai ser na França, na casa do João Pinto, que é o filho do [treinador] Daniel Pinto. Vamos chegar lá e deixar o cavalo descansar; pegar leve durante alguns dias para, depois, irmos progredindo no treinamento. Também para o Daniel chegar lá e ver os detalhes que a gente precisa afinar para irmos para Aachen. Então, vamos ficar lá uma semana e nessa semana a gente tem que escolher as melhores soluções para que o cavalo chegue em condições físicas lá em Aachen.

O que significa para você representar o Brasil em mais um Campeonato Mundial?
Eu acho que o peso de representar uma nação é sempre um peso muito grande. Um sentimento de muita responsabilidade e também de muito orgulho, né? A gente tem que se sentir também satisfeito de poder chegar aqui, que é uma missão muito difícil, principalmente, com uma equipe formada com quatro conjuntos. Acho que meu cavalo merece também representar os Jogos Mundiais comigo, ainda faltava essa marca, esse marco na nossa carreira. Já fizemos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos e agora o Mundial. Acho que é um cavalo com um currículo bem desenhado. Vamos representar o Brasil tão bem como nas últimas vezes. Talvez seja um dos cavalos mais importantes do adestramento brasileiro e tenho certeza que ainda vai deixar alegrias.

Qual é sua meta pessoal e por equipe para Aachen 26?
Competir em Aachen é sempre diferente; ali é o Coliseu do esporte, então, acredito que o Mundial em Aachen será diferente dos outros. Espero fazer uma boa apresentação, uma boa prova e ter um bom sentimento. Fazer uma prova sem erros, mostrar que meu cavalo está preparado como está em casa.

O resultado para mim é o menos importante; eu acho que o importante é mostrar que meu cavalo está bem ensinado, que eu fiz uma boa montaria e eu saí feliz de lá de dentro, principalmente em Aachen, onde o público será o oitavo juiz — e o público entende muito bem do esporte — e isso diferencia Aachen das outras competições. Eu quero fazer uma boa prova e que meus companheiros de equipe também saiam de lá satisfeitos.

Adestramento Brasil solicitou entrevista a todos os membros da equipe.

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Fotos: Santiago 2023 – crédito; CBH – Luis Ruas

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