Brasileiro do paraequestre será em agosto; foco da CBH está nas seletivas para Tóquio

ATUALIZADA* – O Campeonato Brasileiro de Adestramento Paraequestre vai ocorrer de 2 a 4 de agosto em Brasília, já que no primeiro semestre o foco da Confederação Brasileira de Hipismo estará voltado para a qualificação do Brasil para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. “Temos um processo longo de qualificação e o sistema está muito difícil para a gente, então, neste primeiro semestre estaremos focados em qualificar a equipe. Temos dois atletas em alto nível que podem nos ajudar muito, que são o Rodolpho Riskalla e o Sergio Oliva”, disse a diretora do paraequestre da CBH, Marcela Parsons.

Para estarem na equipe, os conjuntos precisam disputar CPDI 3*, que são realizados na Europa, onde também residem cavalos de outros atletas, além de Riskala, como a égua usada por Sergio Oliva. “Precisamos dos pontos da equipe para ficar entre os dez primeiros dentro do ranking mundial ou tentar a vaga pelas Américas. Se a gente não conseguir qualificar por equipe, vai ficar muito difícil a qualificação dos quatro atletas”, explicou.

Em abril, atletas brasileiros — exceto Riskalla que reside lá — embarcam para a Europa para disputar duas competições classificatórias. Depois eles retornam ao Brasil e voltam novamente ao continente europeu em outra ocasião. Assim como no adestramento tradicional, para disputar os Jogos Paralímpicos os conjuntos precisam alcançar um índice mínimo. “São 62% para ser elegível, mas temos de fazer perto dos 70%.” A equipe pode ser composta por quatro conjuntos, sendo obrigatoriamente um deles dos graus 1, 2 ou 3.

A grande dificuldade da CBH é o fomento, disse Marcela Parsons. “A gente busca os celeiros de atletas dentro dos centros de equoterapias, mas estes centros ainda não têm uma composição profissional de instrutores de equitação para desenvolver a modalidade. A CBH está visitando alguns centros, explicando o paraequestre para que a gente consiga fomentar e aumentar. Mas o grande problema é a questão do cavalo e a questão financeira; e normalmente atletas que têm deficiência têm nível financeiro um pouco inferior”, disse.

Marcela Parsons esteve em São Paulo, quando conversou com Adestramento Brasil, por ocasião da realização do curso de juiz de adestramento paraequestre, realizado em março no Clube Hípico de Santo Amaro. Apenas quatro pessoas participaram do curso, mas, para a diretora da CBH, o saldo foi positivo. “Foram poucas pessoas, mas muito interessadas e a modalidade precisa disto”, ressaltou.

Ela adiantou que a CBH vai convidar os alunos do curso para acompanhar o Campeonato Brasileiro para ganharem mais experiência e ajudarem a fomentar a modalidade.

Brasília está mais adiantada no fomento ao paraequestre, com quantidade maior de atletas e vários bastante antigos na modalidade. “Também estamos renovando o número de atletas e tem um centro de equoterapia que ajuda a fomentar”, contou. Para ela, é preciso haver uma união de forças entre a CBH e os centros de equoterapias. “Hoje são 20 mil praticantes de equoterapia no Brasil.”

*Matéria atualizada dia 7 de abril, às 15h35, para correção da data do campeonato brasileiro de adestramento paraequestre, que será em agosto e não no fim do ano, como previamente informado.

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