Rodolpho Riskalla faz 73,895% e é 5º no freestyle grau 4

Após conquistar a inédita medalha de prata, Rodolpho Riskalla encerrou sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio com 73,895% na prova em estilo livre (Dressage Individual Freestyle Test), realizada na última segunda-feira, 30/8. Montando Don Henrico, Riskalla comentou, em seu perfil no Instagram, que a sua prova teve muitos erros para uma medalha no freestyle, mas que ainda estava muito feliz por estar entre os cinco primeiros.

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À CBH, Riskalla contou que a apresentação do conjunto teve alguns momentos de tensão a galope, prejudicando o desempenho e o sonho de uma segunda medalha. “No trote e passo fomos super bem e no galope o Don Henrico esquentou um pouco. Aí ele demora um pouco para acalmar de novo, as figuras são próximas e com a tensão perdemos um pouco em harmonia. Não podemos falar que foi ruim, ficamos em 5º e temos uma medalha de prata. Continua todo mundo feliz e prontos para próxima: daqui a um ano no Mundial”, comentou Riskalla.

A competição no grau 4 teve oito conjuntos e foi vencida por Sanne Voets, que havia ganhado também na prova individual. A holandesa fez 82,085% e levou o ouro montando Demantur N.O.P. Com a música emocionante dos artistas holandeses HAEVN, ela terminou confortavelmente à frente da medalha de prata Louise Etzner Jakobbson (Suécia) que marcou 75,935% com Goldstrike B.J. Pela Bélgica, Manon Claeys levou o bronze no San Dior 2 ao pontuar 75,680%.

A prata de Louise foi ainda mais notável porque ela quebrou a perna ao cair da bicicleta há apenas alguns meses e só voltou a montar apenas duas semanas antes dos Jogos, durante a quarentena dos cavalos em Aachen, na Alemanha.

Com a prata de Riskalla na prova individual grau 4, o Brasil passou a somar cinco medalhas no adestramento paralímpico. O país já tinha conquistado outros quatro bronzes na modalidade. Dois com Marcos Fernandes Alves em Pequim 2008 e outros dois com Sergio Froes Oliva na Rio 2016.

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RESULTADOS:

Riskalla tem longa história no adestramento
No mais recente ranking da FEI (antes das paralimpíadas), Rodolpho Riskalla, que reside na Europa, ocupa a vice-liderança do grupo 4 e o 11º lugar na classificação geral. Riskalla estreou nos Jogos do Rio 2016 e, no mesmo ano, recebeu o FEI Awards na categoria Against All Odds (contra todas as adversidades), premiação anual promovida pela FEI em homenagem aos destaques das modalidades ao longo da temporada.

Em 2018, nos Jogos Equestres Mundiais, Riskalla levou conquistou as duas únicas medalhas do Brasil naquela edição de WEG, realizada em Tryon, nos Estados Unidos. Montando Don Henrico, depois da prata na prova individual grau 4, no dia 18/9/2018, Riskalla conquistou outra medalha de prata na prova individual estilo livre grade 4, no dia 22/9/2018. No freestyle grau 4, Riskalla fez 77,780% de nota final. 

Riskalla competia no adestramento desde os oito anos, incentivado e treinado por sua mãe, a juíza e treinadora Rosangele Riskalla. Bicampeão Sul-Americano, tricampeão Brasileiro e único atleta do país em uma FEI World Breeding Dressage Championships for Young Horses (2013), Riskalla sonhava em integrar a equipe brasileira nos Jogos do Rio 2016. Conseguiu, mas na Paralimpíada, em uma historia de coragem e superação.

Depois de passar temporadas na França e na Alemanha em busca de aperfeiçoamento técnico, em 2015, Riskalla se estabeleceu em Paris. No mesmo ano, precisou voltar ao Brasil em razão do falecimento de seu pai e, duas semanas depois, contraiu meningite bacteriana. A luta pela vida foi intensa, inicialmente, fazendo tratamento em São Paulo e depois em Paris. Teve de amputar a parte inferior das duas pernas, a mão direita e parte dos dedos da mão esquerda.

Menos de um ano após ter contraído a doença, Riskalla voltou a montar e passou a sonhar com os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Participou de seletivas na Europa e conquistou vaga no Time Brasil Paraequestre na Paralimpíada do Rio 2016, quando terminou em 10º lugar no então grau 3, hoje grau 4.

Entenda a competição do paradressage
O adestramento paraequestre é igual ao adestramento regular. A única diferença é que os cavaleiros e amazonas têm lesões físicas e passam por avaliações para serem classificados segundo o grau das deficiências. Assim explicou, em uma entrevista em 2017, Gabriele Brigitte Walter, classificadora oficial da Federação Equestre Internacional (FEI), ao Adestramento Brasil, o funcionamento da modalidade que, ao longo dos anos, conferiu ao Brasil várias medalhas paralímpicas e de outras competições.

Nas provas paraequestres, os atletas são divididos em cinco classes — grau 1, 2, 3, 4 e 5 —, de acordo com os tipos de deficiência. A avaliação para identificar a qual grupo cada pessoa pertence é feita por um profissional habilitado e oficial da Federação Equestre Internacional. No Brasil, cabe à Gabriele Walter, da Fundação Rancho GG, esta tarefa. Leia matéria completa aqui.

Foto: FEI/Liz Gregg

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