“Não dá para competir sem saber o regulamento”, ressalta Claudia Moreira

Conhecer o regulamento da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), que rege a modalidade adestramento no Brasil, é fundamental para progredir no esporte. “Não dá para competir sem saber o regulamento”, ressaltou a juíza internacional quatro estrelas Claudia Mesquita, em entrevista ao Adestramento Brasil sobre como foi o curso de atualização do regulamento da CBH 2018,  realizado dias 6 e 7 de abril no Clube Hípico de Santo Amaro (SP).

O curso com 15 participantes teve aulas teóricas e discussões sobre casos práticos; e foi aberto a juízes estaduais e nacionais, assim como a ouvintes. Foram abordados todos os capítulos, artigos, versículos e anexos alterados no último ano e alguns itens alterados no ano passado. “Passei item a item. Trabalhamos bastante por partes, fizemos uma série de exercícios e teve complemento no último dia com prova; um exame aos interessados que já fazem parte do quadro de juízes da FPH e CBH para eventual promoção”, explicou Mesquita.

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Quem participou recebeu um pequeno caderno para examinar de forma fácil o regulamento da CBH. “As pessoas precisam aprender a consultar o regulamento”, pontuou a juíza 4*. Muitas das dificuldades e problemas que os juízes têm normalmente nas provas ou antes delas seriam resolvidos facilmente se concorrentes e treinadores conhecessem o regulamento.

Entre os pontos principais das alterações para este ano, Claudia Mesquita destacou os itens relacionados a embocaduras, eliminação por erros e graus de conjunto. “Quando for reprise FEI [Federação Equestre Internacional], mesmo que em prova nacional, os graus de conjunto seguem a FEI, ou seja, só ajudas do cavaleiro, diferentemente das provas nacionais nossas, que são reprises americanas e seguem os graus de conjunto tradicionais”, explicou.

Em fevereiro, a CBH divulgou regulamento atualizado e um documento com diretrizes técnicas. Entre as novidades para 2018 está a eliminação no terceiro, e não mais no segundo, erro nas reprises nacionais; além de alteração nas notas de graus de conjunto para reprises internacionais, seguindo direcionamento da Federação Equestre Internacional (FEI); da exigência de porcentual mínimo para sagrar-se campeão e vice no Campeonato Brasileiro e Taça Brasil e de liberação de embocaduras.

Nas diretrizes técnicas, há a solicitação para que, nas provas,  os concorrentes sejam agrupados na ordem de entrada segundo as séries e categorias. A nota dá orientações gerais sobre a organização de eventos e fala sobre cursos de reciclagem para comissários (stewards).

Já a FEI, após a assembleia geral realizada de 18 a 21 de novembro em Montevidéu (Uruguai), fez mudanças nas notas do conjunto nas reprises internacionais e introduziu o teste estilo livre para medium tour. As alterações passaram a valer em 1º de janeiro junto com outras resoluções aprovadas. Leia mais aqui.

O curso contou com aulas teóricas e discussões sobre casos práticos; e foi aberto a juízes estaduais e nacionais, assim como a ouvintes. “Agradeço a CBH e FPH e, especialmente, ao CHSA por toda a organização e suporte dado ao curso”, destacou Claudia Mesquita.

Saiba mais:

Crédito foto: divulgação

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