Na Europa, brasileiros competem para assegurar vaga por equipe no paraequestre

ATUALIZADA – Atletas brasileiros que competem no paraequestre estão na Europa para nova temporada de provas visando a assegurar a vaga por equipe nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O Brasil está brigando com o Canadá pela cota. Na última atualização do ranking FEI, em 31 de dezembro, o Brasil estava à frente do Canadá com 826 e 825 pontos respectivamente. Ambos os países estão disputando CPEDIs neste mês com objetivo de melhorar a pontuação. “Nossa estratégia é competir e treinar na Europa durante janeiro”, disse diretora do paraequestre da CBH, Marcela Parsons, ao Adestramento Brasil.

WhatsAppOs países têm até o próximo 31 de janeiro para se classificarem por equipe (leia mais abaixo).

Todos os conjuntos competindo no paraequestre também precisam apresentar o requisito mínimo de ter alcançado, pelo menos uma vez entre 1 de janeiro de 2018 a 19 de junho de 2020, o porcentual final de 62% em uma prova FEI três estrelas (CPEDI 3*).

De acordo com Parsons, os brasileiros que estão planejados para formar equipe já atingiram o índice. “Saímos 2019 já qualificado para os Jogos de Tóquio, mas não é final. A gente tem de continuar à frente do Canadá para nos qualificarmos pelas Américas”, explicou.

Na Europa, os brasileiros disputaram o CPEDI 3* de Macon Chaintre, na França, realizado de 14 a 16/01/2020. Ainda valendo pontos para a classificação, segundo os eventos listados pela FEI, os atletas também vão competir na Holanda, no fim do mês, no CPEDI3* de Genemuiden. Depois, há uma série de provas na agenda com objetivo de preparar os conjuntos para a paraolimpíada.

Obtendo a vaga, a equipe que representará o Brasil deve ser composta por Vera Lucia Martins Mazzilli, Sergio Froes Ribeiro de Oliva, Marcos Fernandes Alves e Rodolpho Riskalla. Há ainda outro conjunto no radar da CBH que pode ser escalado para a reserva, caso seja necessário.

“Conseguimos aumentar a diferença para o Canadá em sete pontos, fizemos nesta competição 413 pontos por equipe. Agora temos de esperar para ver qual é a nossa posição. Estamos indo para Bélgica para continuar o treinamento”, disse Oliva. “É começo de temporada, estamos em evolução e treinamento, então, espero poder aprimorar e melhorar minha performance na segunda competição. Torçam por nós”, finalizou o cavaleiro.

No CPEDI 3* de Macon Chaintre, Riskalla foi o melhor em pista, pontuando nas três provas acima dos 70% e classificando-se por duas vezes em primeiro lugar. Todos os brasileiros conseguiram porcentuais finais acima dos 62%.

Resultados os brasileiros:

Grau 1
Team test
4º Sergio Froes Ribeiro de Oliva / Coco Chanel M — 69,818 %
10º Vera Lucia Martins Mazzilli / For Fun — 66,076 %
Individual test
6º Sergio Froes Ribeiro de Oliva / Coco Chanel M — 68,909%
9º Vera Lucia Martins Mazzilli / For Fun — 66,455%
Freestyle
4º Sergio Froes Ribeiro de Oliva / Coco Chanel M — 70,900%
7º Vera Lucia Martins Mazzilli / For Fun — 68,034%

Grau 2
Team test
5º Marcos Fernandes Alves / Vladimir — 63,797 %
Individual test
5º Marcos Fernandes Alves / Vladimir — 64,256 %
Freestyle
5º Marcos Fernandes Alves / Vladimir — 64,434%

Grau 4
Team test
3º Rodolpho Riskalla / Don Henrico — 70,402%
Individual test
1º Rodolpho Riskalla / Don Henrico — 71,745 %
Freestyle
1º Rodolpho Riskalla / Don Henrico — 77,025%

Todos os resultados dos brasileiros podem ser acessados aqui.

Processo de classificação
Os três países mais bem colocados nos Jogos Equestres Mundiais já garantiram cota por equipe, totalizando 12 conjuntos. Sete vagas serão preenchidas levando em conta o Ranking Paralímpico por Equipes da FEI, excluindo-se o país-sede.

Para a somatória de pontos são considerados os melhores do time em duas competições classificatória (ou seja, que constem no calendário da FEI) no período de 1 de janeiro de 2019 a 31 de janeiro de 2020. Além disso, as regiões de África, Américas, Ásia e Oceania têm uma cota por equipe cada, sendo vencedor o país mais bem pontuado no Ranking Paralímpico por Equipes da FEI.

Caso o país não obtenha vaga por equipe, seus atletas podem tentar uma das cotas individuais. Os atletas selecionados serão os mais bem pontuados no Ranking Paralímpico Individual da FEI, que considera os seis melhores resultados obtidos entre 1 de janeiro de 2019 a 31 de janeiro de 2020 em eventos válidos para tal fim.

Os três mais bem colocados das regiões África, Américas, Ásia, Europa e Oceania obtém uma cota para seus respectivos países, independentemente do grau. Confira as regras completas aqui. e o especial da FEI sobre o paraequestre nos Jogos de Tóquio aqui.

Canadenses na disputa
Enquanto os brasileiros estão competindo em países europeus, os canadenses disputam CPEDI 3* em Wellington, na Florida, onde ocorre o Adequan Global Dressage Festival (AGDF). Na primeira semana de competições, conhecida por AGDF 1, os canadenses subiram ao pódio.

No grau 1, Winona Hartvikson montando Onyx ficou em terceiro lugar no grau 1 com 72,81% na reprise Grade I Team Test. No dia seguinte, foi a vez de Jody Schloss e Lieutenant Lobin classificarem-se em terceiro com 71,072% na reprise Grade I Individual Test. O conjunto também ficou em terceiro no grau 1 estilo livre com 73,056%.

No grau 2, Jason Surnoski, montando Phoenix, ficou em segundo lugar com 69,192% na reprise de time, ficou em terceiro na reprise individual com 68,186% e marcou seu recorde pessoal ao fazer 72% no teste estilo livre, quando classificou-se em segundo. No grau 3, Lauren Barwick e Sandrino ficaram na segunda colocação no primeiro dia (9/1) com 69,500%.

De acordo com a federação canadense, o time do Canadá encerrou a participação na prova internacional somando 422.208 pontos, atrás do time dos Estados Unidos, que já tem vaga para Tóquio, com 453.325.

Atualizada em 17/02 para inserção da entrevista com Sergio Oliva.


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