Em reviravolta, EUA passam Reino Unido e levam a prata; Alemanha imbatível no ouro

Ao som da música que cada atleta escolheu para tocar enquanto executava a reprise de grande prêmio especial (algumas composições bem legais como a moderna de Carl Hester e a clássica de Isabell Weth), as medalhas olímpicas por equipe foram definidas nesta terça-feira, 27/07. E teve emoção. Se, antes do intervalo de 60 minutos, ao término dos grupos um e dois, a Grã-Bretanha levava a melhor à frente dos Estados Unidos para a medalha de pratar, após a apresentação de Cathrine Dufour, Charlotte Dujardin e Sabine Schut-kery, o cenário mudou. A Alemanha, que buscava a 14ª medalha de ouro por equipes, confirmou o favoritismo e Dorothee Schneider, Werth e Jessica von Bredow-Werndl subiram ao lugar mais alto do pódio. A prata ficou com os Estados Unidos e o bronze, com a Grã-Bretanha. Saiba como foi a competição.

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A competição por equipes no grande prêmio especial começou zerada para os oito países que se classificaram pelo grande prêmio. Entraram os três conjuntos de cada país e não houve descartes — todas as notas contaram. E, sem “carregar” a pontuação do grande prêmio, todos os times tiveram uma nova chance de escrever suas histórias nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A ordem de entrada da final por equipes foi dividida em três blocos. Após o término do GP, em 25/7, os chefes de equipes apontaram quais conjuntos entrariam em quais grupos e a ordem do primeiro e do segundo blocos foi inversamente proporcional à posição do País: Espanha, Portugal, Suécia, Holanda, Estados Unidos, Dinamarca, Grã-Bretanha e Alemanha.

Já o terceiro bloco foi definido somente após a passagem de todos os conjuntos dos dois primeiros blocos — e depois de um intervalo de 60 minutos. A entrada em pista dos conjuntos foi na ordem inversa à classificação do país até então. A pontuação também foi diferente: em vez de porcentuais, somaram-se os pontos de cada uma das súmulas.

Todo resultado conta
Última a entrar no primeiro bloco, Dorothee Schneider colocou a Alemanha na liderança ao pontuar 2652 (80,608%) com Showtime FRH. Em vice, Carl Hester fez 2577,5 pontos (78,344%) com En Vogue, seguido de Adrienne Lyle e Salvino (2504 pontos; 76,109%); Nanna Skodborg Merrald e Zack (2441,5; 74,210%); Marlies van Baalengo e Go Legend (2345,5; 71,292%); Severo Jurado Lopez e Fendi T (2308 pontos; 70,152%); Maria Caetano e Fênix de Tineo (2260 pontos; 68,693%); e Antonia Ramel e Brother De Jeu (2219; 67,447%).

O segundo bloco, cujos resultados somados ao do primeiro, definiram a ordem de entrada do último e decisivo grupo, começou com José Antonio Garcia Mena e a égua hannoveriana Divina Royal (2426,5 pontos; 73,754%), indo melhor que o compatriota Jurado Lopez e colocando a Espanha em sexto lugar, totalizando 4.734,5 pontos. Na sequência, João Miguel Torrão e o lusitano Equador não superaram a marca de Caetano, fazendo 2247 pontos (68,298%) e deixando Portugal em oitavo lugar com 4.507 pontos ao término do segundo grupo.

Terceira a entrar pelo segundo bloco, Juliette Ramel superou sua irmã Antonia pontuando 2491 (75,714%) com Buriel K.H. Assim, a Suécia terminou os dois primeiros blocos em sétimo com 4.710 pontos. Já Hans Peter Minderhoud com Dream Boy subiu a régua do segundo bloco, finalizando sua apresentação com 76,353% (2512) e levando a Holanda à quinta colocação com 4.857,5 pontos.

Com 2558,5 (77,766%), Steffen Peters e Suppenkasper pontuaram abaixo de Adrienne Lyle, mas deixaram os Estados Unidos na terceira posição com 5.062,5 pontos. Na sequência, a dinamarquesa Carina Cassoe Kruth fez 2538 pontos (77,143%) com Heiline’s Danciera, mais que Nanna Merrald, mas não o suficiente para ficar entre os três primeiros. Dinamarca somou 4.978,5 pontos após a passagem das duas amazonas, ficando na quarta colocação, mas bem próxima aos Estados Unidos (5.062,5).

Penúltima do segundo bloco, Charlotte Fry e Everdale pontuaram 2528,5 (76,854%), colocando a Grã-Bretanha em primeiro lugar com 5.106 pontos. Contudo, isso só durou até a multicampeã Isabell Werth fechar as apresentações antes do intervalo. Ao fazer 2740,5 (83,298%) com Bella Rose 2, Werth mostrou o porquê é a número um do mundo há tantos anos. Até a música que escolheu para lhe acompanhar no GPS casou perfeitamente com os movimentos — detalhe que os demais conjuntos não levaram tão a sério.

Em Tóquio, o GPS foi ao som de música definida pelos competidores. Ainda que não tenha contado pontos para a nota final, deu um charme especial à final por equipes.

A Alemanha fechou a primeira parte com 5.392,5 pontos. Com a passagem de dois conjuntos de cada país, a ordem de entrada para o terceiro e último bloco foi definida da seguinte forma: Portugal, Suécia, Espanha, Holanda, Dinamarca, EUA, Grã-Bretanha e Alemanha.

Placar ao término dos grupos um e dois

Decisão final
Primeiro a competir no terceiro grupo, o português Rodrigo Torres reforçou o porquê de o lusitano Fogoso estar em evidência ao pontuar 2458,5 (74,726%) no GPS, melhor nota de Portugal. Foi a primeira vez que Portugal competiu por equipes em uma olimpíada. Com Fogoso, o time fechou sua participação com 6.965,5 pontos e manteve a oitava colocação após o último português competir. O país levou um time formado apenas por lusitanos — mas, dos quatro que chegaram a Tóquio, Sultao Menezes, montaria de Carlos Pinto, ficou retido na primeira inspeção.

Segunda em pista no terceiro grupo, Therese Nilshagen e Dante Weltino OLD somaram 2500 (75,988%). Com isso, a Suécia, que estava em sétimo no fechamento do segundo grupo, conseguiu galgar posições, somar 7.210, passar a Espanha e terminar em sexto. O país teve a baixa de Patrik Kittel, que desistiu das Olimpíadas após a égua Well Done de la Roche CMF se machucar durante treinamento em Tóquio.

Ao fazer 2465 pontos (74,894%), Beatriz Ferrer-Salat e Elegance encerraram a participação da Espanha com todos os conjuntos pontuando acima dos 70%. Contudo, a nota da espanhola não foi o suficiente para sua pátria avançar posições. Com os resultados do terceiro bloco, a Espanha caiu uma posição, no bloco final, e terminou a olimpíada em sétimo lugar.

Se a Espanha caiu uma posição, a Holanda, mesmo após a apresentação de Edward Gal e o filho de Totilas Total US, permaneceu na quinta colocação. Gal e Total US fizeram 2628,5 (79,894%) e o time laranja encerrou sua participação com 7.479,5 pontos.

Na reta final, a decisão por medalhas estava entre Dinamarca, que vinha na quarta colocação com 4.983; Estados Unidos em terceiro, com 5.062,5; Grã-Bretanha em segundo com 5.106 e Alemanha com 5.392,5. Na história recente, a Dinamarca conquistou apenas uma medalha: um bronze nos Jogos de Pequim, em 2008.

Na briga pelo pódio, Cathrine Dufour fez uma apresentação com Bohemian com erros que lhe custaram a marca dos 80%, que o conjunto não atingiu. Porém, seus 2557 pontos (77,720%) foram suficientes para colocar a Dinamarca na liderança momentânea, que durou apenas até Sabine Schut-Kery e Sanceo, pelos Estados Unidos, fazerem uma linda apresentação e pontuarem 2684,5 (81,596%), garantindo, assim, pelo menos, o bronze para os EUA. Mal sabia ela que sua nota levaria os Estados Unidos à prata, passadas todas as reprises.

A rivalidade final pelo ouro que, até então, acreditava-se que ficaria nas selas de Charlotte Dujardin com Gio, pela Grã-Bretanha, e Jessica von Bredow-Werndl pela Alemanha com TSF Dalera não foi o que aconteceu. Em uma apresentação com erros caros, Dujardin pontuou menos que o esperado 2617 (79,544%) fazendo a Grã-Bretanha somar um total de 7.723, atrás, portanto, dos Estados Unidos com seus 7.747 pontos.

Fechando a noite em Tóquio, manhã do Brasil, Jessica von Bredow-Werndl garantiu a maior pontuação do dia do GPS com Dalera: 84,666% (2785,5 pontos), garantindo o ouro, mais uma vez, à Alemanha — o 14º ouro por equipes. (Leia matéria completa aqui sobre a trajetória alemã).

As provas foram julgadas por Francis Verbeek (Holanda); Andrew Gardner (Grã-Bretanha); Susan Hoevenaars (Austrália e presidente do júri); Magnus Ringmark (Suécia); Katrina Wuest (Alemanha) e Hans-Christian Matthiesen (Dinamarca).

 Foto: reprodução TV

Acompanhe a cobertura de Adestramento Brasil sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 – página especial

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