Profissionais representam três quartos dos competidores do CAN

Amazonas e cavaleiros profissionais somaram 32 do total de 43 conjuntos disputando o concurso de adestramento nacional (CAN). Sem contar os clubes, Fazendas Interagro, Fazendas Sasa e Haras Cachoeira foram os que mais levaram cavalos à competição. Além deles, Coudelaria Ilha Verde, Haras Crystal, Coudelaria do Castanheiro e Coudelaria do Sol também participaram das provas. Apenas onze conjuntos eram amadores, incluindo uma representante do paraequestre.

Diferentemente do Campeonato Paulista e dos rankings dos clubes, o CAN ainda é uma competição com forte presença de profissionais. Enquanto as séries mais disputadas no profissional foram a média 1 e a forte 2, ambas com sete conjuntos em cada, entre os amadores, a série preliminar, com apenas três participantes, foi a que teve o maior número de conjuntos.

Isabela_Vale_Zephiro-TAC
Isabela do Vale ganhou a forte 2 com Zephiro da Raposa

Campeã da forte 2 com porcentual final de 66,679%, Isabela do Vale, com Zephiro da Raposa Dressur, venceu os dois dias de prova, tanto a reprise prêmio São Jorge quanto a intermediária 1. Em segundo no geral, ficou Pia Aragão e Fellini Interagro, com 65,686%. Pia Aragão estreou Fellini Interagro na reprise prêmio São Jorge no Global Dressage Festival (AGDF), nos Estados Unidos. Ela foi a única representante do Brasil a competir no festival que tem 12 semanas de provas. Até o ano passado, Fellini fazia a série cavalos novos 7 anos.

Aragão também foi vice-campeã na média 1 com Hamilcar Interagro e nota final de 68,795%. Ela ficou atrás de Alexandre Morais de Oliveira com J.A. Orpheu-do-Carnaval, com 69,764%. Sarah Waddell com Baccara H ganhou os dois dias de provas da forte 1 profissional e terminou com 69,334%, à frente de Bruno Luiz Ribeiro com Corsario IGS (64,505%).

Com cinco concorrentes, a média 2 profissional foi vencida por Mauro Pereira da Silva Júnior e Fidercarree, com 69,724%. O conjunto ganhou os dois dias de provas. Na vice-liderança, Marcos Roberto de Lima e Garibaldi da Sasa JE (TE) também ficaram em segundo nos dois dias e fecharam com porcentual de 66,842%.

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Sarah Waddell e Baccara H venceram a forte 1 profissional 

Na preliminar amador, o conjunto Daniela Quetglas e Country Dancer venceu com final de 66,493%, seguido da dupla Carolina de Arruda Botelho e Chronus Santa Dalila (TE), com 65,591%. Única representante da série júnior, Julia Nemr e Casmurro HI fecharam o CAN com 65,842%. No paraequestre, Andrea Ursula Oliveira Lima e Zigfield Interagro pontuaram 64,375%.

As notas finais dos dois dias são somadas e divididas por dois para classificação geral do concurso.

Devido ao número de inscritos, as apresentações do CAN ocorreram em duas pistas. Na pista 1, competiram os conjuntos de forte 2, forte 1, especial, média 2 e paraequestre. A pista 2 ficou para cavalos novos, elementar, preliminar e média 1.

Para as provas nacionais, o brasileiro Márcio Camargo e a argentina Ingrid Everest, ambos juízes nacionais, foram incluídos no corpo de julgamento. Além deles, os conjuntos puderam ter alguma das provas avaliadas por um ou mais juízes FEI 4* e FEI 5* presentes para o CDI 3*: Maria Schwennesen (Austrália), Janet Foy (Estados Unidos), Claudia Mesquita (Brasil), Sandra Smith (Argentina), Cesar Lopardo Grana (Argentina) e Cesar Torrente (Colômbia).

>>> Confira a cobertura especial do CDI 3* e do CAN de julho

Presidente do júri, Mesquita achou boas as provas séries nacionais e recomenda que os participantes sigam participando de competições estaduais e dos rankings para seguir aprimorando a equitação. “Tiveram cavalos novos com alguns animais interessantes e outros iniciantes. O pessoal tem evoluído nos últimos meses e tenho certeza de que nesta segunda parte do ano as coisas vão melhorar muito mais”, ressaltou.

No primeiro dia de competição, Torrente já havia dito ao Adestramento Brasil que ficou impressionado positivamente com a qualidade dos cavalos, não apenas nas provas do CDI, como também no CAN. “Há cavalos com muito talento para o futuro e creio que trarão muita alegria ao País, porque são corretos, com ajudas corretas e muito bem montados”, afirmou. Para ele, o Brasil tem boas possibilidades para os Jogos Pan-Americanos, que serão disputados em Lima, no Peru, em 2019.

Para incentivar as categorias de base, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) manteve neste ano a política de isenção de selo para as competições nacionais, como o CAN e o campeonato brasileiro, para cavalos competindo com amadores ou profissionais até a média 1. O CAN é reservado exclusivamente aos concorrentes nacionais, filiados às federações estaduais, membros da Comissão de Desportos do Exército e entidades estrangeiras convidadas.

Fotos: Thais Cerioni/Adestramento Brasil

 

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