WEG: melhor colocação brasileira por equipes foi 14º em 2010

Com a definição da equipe que representará o País na modalidade adestramento nos Jogos Equestres Mundiais (WEG, na siga em inglês), os conjuntos começam a se preparar. Será que o time deste ano consegue melhorar a classificação do Brasil? O País disputou três vezes WEG: em 2002, 2010 e 2014, tendo obtido sua melhor colocação, um 14º lugar, na edição de 2010, em Lexington (Kentucky/Estados Unidos).

O Brasil estreou no adestramento nos Jogos Equestres Mundiais em 2002, na edição em Jerez de La Frontera, na Espanha. Único representante do País, o conjunto Micheline Schulze e Frapé ficou em 65º lugar.

Oito anos depois, o Brasil participou como equipe pela primeira vez e obteve a melhor classificação até o momento: 14º lugar. Foi em 2010, em Lexington, em Kentucky, nos Estados Unidos, com o time formado por Luiza Tavares de Almeida com Samba, Rogério Silva Clementino com Portugal e Marcelo Alexandre da Silva com Signo dos Pinhais.

Na edição seguinte, em 2014, na Normandia (França), a equipe brasileira ficou em 15º lugar. O destaque ficou por conta da participação de três irmãos Tavares de Almeida no time: Luiza montou Pastor e os gêmeos Manuel e Pedro montaram, respectivamente, Viheste e Samba. Completou o time João Victor Marcari Oliva com Signo dos Pinhais. A melhor colocação dos brasileiros naquela edição foi de Manuel e Viheste em 87º lugar.

Cada país pode participar com apenas um time, composto por três ou quatro conjuntos. Para o resultado por equipe, contarão as três melhores notas. Portanto, o país que entrar com três conjuntos não terá descarte. Os países também podem levar um conjunto reserva.

A equipe brasileira será composta por Giovanna Prado Pass com Zingaro de Lyw, João Victor Marcari Oliva com Xiripiti, Leandro Aparecido da Silva com Di Caprio e Pedro Tavares de Almeida com Aoleo. A CBH vai levar um time composto por quatro conjuntos, abrindo mão do reserva.

Histórico
Definido pela Federação Equestre Internacional (FEI), o júri para o adestramento conta com sete titulares, um reserva, um delegado técnico e um comissário chefe. Anne Gribbons, sueca de nascimento, mas que representa os Estados Unidos, será a presidente do júri que contará com Mariette Sanders-Van Gansewinkel (Holanda), Andrew Gardner (Grã Bretanha), Katrina Wuest (Alemanha), Annette Fransen Iacobaeus (Suécia), Hans-Christian Matthiesen (Dinamarca) e Susan Hoevenaars (Austrália) . Thomas Lang, da Áustria, é o juiz reserva; a canadense Cara Whitham será a delegada técnica e Elisabeth Williams, dos Estados Unidos, a comissária chefe. Também dos EUA, Elisabeth Williams será a representante do adestramento no comitê de recursos.

Os Jogos Equestres tiveram início em 1990 em Estocolmo, na Suécia. Desde então, é realizado a cada quatro anos, no intervalo do ciclo olímpico. A edição de 1994 foi em Haia, na Holanda; depois na Roma, Itália, em 1998; em Jerez, na Espanha, em 2002; em Aachen, na Alemanha, em 2006; em Kentucky, nos Estados Unidos, em 2010, e na Normandia, na França, em 2014.

Na sétima e última edição, participaram 74 países, um aumento de 25% em relação a 2010, totalizando mil atletas e mil cavalos, 1.900 profissionais da imprensa credenciados e representando 52 países, 3 mil voluntários e um público de 575 mil espectadores.

Charlotte Dujardin e Valegro levaram o ouro no adestramento, seguidos das alemãs Helen Langehanenberg com Damon Hill NRW (prata) e Kristina Bröring-Sprehe e Desperados FRH (bronze). Por equipes, o time da Alemanha foi o vencedor, ficando a Grã Bretanha com a prata e a Holanda com o bronze.

A disputa no adestramento começa dia 11 de setembro com a inspeção veterinária. No dia 12, a partir das 8:45, na arena internacional, começam as provas de grande prêmio. Serão quatro sessões de GP, nos dias 12 e 13, valendo como classificação individual e medalha por equipe. Na sexta, 14/9, será disputado o grande prêmio especial, valendo para classificação individual. Dia 15 será de descanso, com as provas sendo retomadas dia 16 na reprise GP estilo livre para definição de medalhas individuais. Conheça as regras aqui.

No total, serão distribuídos USD 70 mil para os medalhistas por equipe e USD 35 mil no individual.

 

 

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