Lusitanos dominam as seletivas para equipe do Pan-Americano

“Juntando forças é que se alcançam os bons resultados. A ABPSL trabalhou, nos últimos cinco anos, em parceria com Federação Paulista de Hipismo e a Confederação Brasileira de Hipismo e fruto disto temos conseguido feitos surpreendentes, elevando o número de participantes e incentivando os criadores a participar das provas”, ressaltou Ismael Gonçalves da Silva, presidente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano, ao comentar os resultados obtidos pelos cavalos lusitanos no primeiro concurso de adestramento internacional (CDI 2*), de 15 a 17 de março.

Dos 13 cavalos que competiram no CDI 2* que serviu de observação para a formação do time que representará o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, nove eram da raça puro sangue lusitano. Para Silva, isto evidencia o trabalho que a ABPSL vem desenvolvendo ao longo dos anos para fomentar a raça nas provas de alto nível. Tanto em small tour quanto em big tour, os conjuntos tiveram alto desempenho, com muitos deles conquistando índices acima dos 68%.

“O plano junto aos criadores mundiais era que a raça alcançasse índice acima 80% dentro de um período de dez anos, mas isto ocorreu em dois anos, ou seja, muito mais rapidamente que o que prevíamos. Isto foi devido aos investimentos na melhoria genética do animal e ao treinamento dos atletas”, destacou Silva, fazendo referência à portuguesa Maria Caetano que com Coroado ultrapassou a barreira dos 80%, totalizando 80,160% no GP estilo livre no CDI-W de Mechelen, na Bélgica.

No primeiro dia de provas, João Victor Oliva, que passou os últimos quatro anos treinando na Alemanha, obteve 71,863% com Biso das Lezírias na prova São Jorge. O cavaleiro treina o lusitano, de propriedade de Barbara Elisabeth Laffranchi, há apenas três meses e acredita que o porcentual pode subir ainda mais quando o conjunto estiver trabalhando há mais tempo.

Ainda na PSJ, da terceira à sétima colocação, os lusitanos pontuaram acima dos 66%: Yara do Amaral Fernandes com Dileto HI fez 69,608%, seguida de Luiza Tavares de Almeida com Baluarte do Vouga (69,412%), Paulo Cesar dos Santos com Espartano LS (69,216%), o mesmo cavaleiro com Fidel da Sasa JE (67,892%) e Victor Trielli Avila com Corsario IGS (66,520%). Exceto Biso, importado de Portugal, todos os demais lusitanos competindo são criação brasileira.

“Os cavaleiros também têm se qualificado, feito cursos no exterior e convivido com a comunidade europeia; e isto é ótimo para elevar o nível da competição”, acrescentou Silva.

>>> Confira o consolidado das notas

No dia seguinte, domingo 17/03, nas provas intermediária 1, os lusitanos repetiram o alto desempenho, com cinco deles conquistando nota acima dos 68%. A disputa acirrada, com pequenas diferenças de notas entre os seis primeiros colocados em small tour, chamou a atenção dos atletas e do público que assistiu, na Sociedade Hípica Paulista, o CDI 2* julgado pelos juízes internacionais FEI 5* Peter Holler e FEI 4* Claudia Mesquita, Sandra Smith e Max Piraino Lyon. “O nível estava muito bom, especialmente, no small tour”, disse o juiz internacional 5* Peter Holler, em entrevista em vídeo.

Em big tour, dois dos três conjuntos na disputa eram lusitanos. Pedro Manuel Tavares de Almeida, com Aoleo (SIS), elevou seu porcentual conquistando, tanto na intermediária 2 como no grande prêmio, notas acima de 68%.

No concurso nacional de adestramento (CAN), realizado na mesma data do CDI 2*, os lusitanos também se destacaram. Dos 22 concorrentes, nove atletas montaram cavalos da raça. “Os lusitanos não estão apenas nos níveis mais altos. Eles têm sido a preferência entre os amadores e acreditamos que a raça tem contribuído fortemente para o ingresso de iniciantes no adestramento. A modalidade se desenvolveu muito nos últimos anos, fruto de parceria da associação com a FPH e CBH”, apontou o presidente da ABPSL.

A CBH realizará quatro CDIs com objetivo de observar os conjuntos e formar o Time Brasil para Lima 2019. Em maio, o concurso internacional será durante a XXXVIII Exposição Internacional do Cavalo Puro Sangue Lusitano, quando também serão realizados provas nacionais (CAN), morfologia e aprovação de garanhões. “O objetivo de mudar a exposição de Tatuí para São Paulo foi juntar forças em prol do adestramento e agregar valor tanto ao CDI quanto à exposição”, destacou Ismael Gonçalves da Silva. O evento ocorre 23 a 25 de maio na Sociedade Hípica Paulista.


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