Pan-Americano de Santiago 2023 deve manter times mistos

Os Jogos Pan-Americanos de Santiago, marcados para 2023, devem seguir o modelo de equipes mistas — ou seja, mesclando conjuntos competindo em big tour e small tour —, segundo reportou o Eurodressage, citando que a decisão fora tomada pelo Comitê de Adestramento da FEI em 5 de agosto de 2020. Contudo, procurada por este noticiário, a Federação Equestre Internacional não confirmou a informação.  “O Comitê de Adestramento da FEI está atualmente revisando este processo e trabalhando em propostas que serão apresentadas ao Conselho da FEI para consideração”, disse a FEI ao Adestramento Brasil.

Segundo o Eurodressage, a diretora de adestramento da FEI, Bettina de Rham, recebeu um documento da Confederação Equestre Pan-Americana (PAEC – Pan American Equestrian Confederation) pedindo para manter o formato misto para os Jogos Pan-Americanos de 2023 já que a pandemia da Covid-19 tornou difícil a situação para as nações aumentarem o padrão dos conjuntos o suficiente para ter equipes completas competindo em nível de GP em 2023. Assim, o formato misto será mantido até 2023 para, então, ter o objetivo de passar apenas para big tour.

A Confederação Equestre Pan-Americana (PAEC) é atualmente presidida pelo venezuelano Cesar Hirsch, que, em junho, participou de um debate online promovido pelo juiz Cesar Torrente, no qual ele explicou que subir o Pan para big tour havia retornado à pauta como tema de conversas informais. Ele lembrou que o tópico já foi foco de discussões no passado. No Pan-Americano de 2011, que foi classificatório para os Jogos de Londres de 2012, a Colômbia obteve a vaga por equipe, mas, sem conjuntos alcançando os índices, perdeu a vaga — mesma situação pela qual o Brasil passou no ano passado.

De acordo com Hirsch, existe o interesse por parte da Panam Sports (que é o Movimento Olímpico nas Américas) de seguir tendo o Pan como classificatório olímpico, mas à época ele ressaltou que havia preocupação da Federação Equestre Internacional (FEI) sobre como será o próximo Pan-Americano para que não volte a ocorrer o que passou em 2019 com Brasil e, anteriormente, com a Colômbia.

Hirsch destacou que perder uma vaga por equipe tem um grande impacto para a região. O Brasil conquistou a vaga por equipe para os Jogos Olímpicos de Tóquio, mas a perdeu por não entregar, dentro do prazo determinado, o certificado de capacidade (NOC Certificate of Capability) contendo pelo menos três conjuntos que tenham obtido os requisitos mínimos de elegibilidade durante o período dos Jogos Equestres Mundiais da FEI de 2018 a 31 de dezembro de 2019.

 

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