CBH quer conjuntos big tour no Pan de Santiago 2023

A Confederação Brasileira de Hipismo visa a levar para os Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 uma equipe com o maior número possível de conjuntos de big tour. Isso porque a Confederação Equestre Pan-Americana (Paec, na sigla para Pan American Equestrian Confederation) adiantou o formato do Pan 2023 será híbrido (small tour e big tour) e para os conjuntos de big tour haverá um acréscimo de três pontos porcentuais de bônus à nota final em todas as competições — em Lima 2019, o acréscimo foi de 1,5 p.p.

A CBH já emitiu um comunicado (leia aqui) acerca dos Jogos Pan-Americanos de Santiago de 2023, seguindo os preceitos anunciados pela Paec. Cada nação concorrente (NOC, sigla em inglês para National Olympic Committees) poderá levar uma equipe de até quatro combinações big tour e, para que a colocação seja válida para qualificar para os Jogos Olímpicos de Paris de 2023, é obrigatório haver, na equipe, no mínimo dois conjuntos de big tour.

Em entrevista em vídeo ao Adestramento Brasil (assista abaixo), durante o CDI 3* de Tatuí, o diretor de adestramento da CBH, Sergio de Fiori, disse que a ideia é buscar mais conjuntos de big tour.

“A gente pretende usar os melhores conjuntos, então, contamos com os lá de fora e, eventualmente, quem estiver aqui. Quem vai, quem não vai e qual será o processo, isso vamos decidir com o Norbert, que será a partir de agora mais envolvido. Ele é o treinador e será chamado para discutir como será o processo seletivo. O que sabemos de concreto já é que vamos privilegiar os de big tour”, explicou Fiori.

O juiz internacional FEI 4* Carlos Lopes, que julgou as duas seletivas realizadas no Brasil, ressaltou a necessidade de o Brasil formar e ter cavalos e cavaleiros competindo em big tour — até porque as grandes qualificatórias, como Pan-Americano, tendem a exigir este nível em um futuro próximo.

“Cada vez mais, o Brasil tem vindo a consolidar-se na parte de São Jorge, quer nas qualificativas para Odesur, quer depois no Pan-Americano, mas precisa lembrar que, mais cedo ou mais tarde, estas qualificativas vão passar a grande prêmio e seria bastante interessante e desejável, nos próximos CDIs e nos próximos anos, haver mais conjuntos em grande prêmio, como já se chegou a ver no passado no Brasil”, enfatizou em entrevista em vídeo – assista aqui.

O comunicado da CBH também apontou que o Brasil deve sediar quatro concursos internacionais até o Pan de Santiago. O objetivo é que os conjuntos alcancem os índices mínimos de elegibilidade (MERs) em solo brasileiro. Para tanto, o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Fernando Augusto Sperb (Fefo) em entrevista em vídeo com Adestramento Brasil, durante o fechamento das provas do CAN e CDI 3*, no Centro Hípico de Tatuí, que encerraram as seletivas para Odesur do Paraguai, adiantou que serão realizados no Brasil, pelo menos, dez CDIs 3*.

“Faremos dez CDIs até Paris 2024 buscando não só a obtenção do MER dos cavaleiros como a classificação para os Jogos Pan-Americanos e para os Jogos Olímpicos. E, junto aos CDIs, faremos CDPIs para o paradressage participar junto e também qualificar para as vagas em solo brasileiros. A ideia é fortificar aqui; fazer com que todos tenham mais oportunidades, inserção e formação para obter qualificações em solo brasileiro”, ressaltou.

Histórico
Houve, em junho de 2020, discussões avaliaram a exigência de o Pan passar a big tour. À época, o presidente da Paec, o venezuelano Cesar Hirsch, havia participado de um debate online promovido pelo juiz Cesar Torrente, no qual ele explicou que subir o Pan para big tour havia retornado à pauta como tema de conversas informais. Ele lembrou que o tópico já havia sido foco de discussões no passado. No Pan-Americano de 2011, que foi classificatório para os Jogos de Londres de 2012, a Colômbia obteve a vaga por equipe, mas, sem conjuntos alcançando os índices, perdeu a vaga — mesma situação pela qual o Brasil passou em 2019. Saiba mais aqui.

No entanto, no fim de 2020, foi tomada a decisão pelo modelo de equipes mistas — ou seja, mesclando conjuntos competindo em big tour e small tour. Uma das justificativas é que a pandemia da Covid-19 tornou difícil para as nações aumentarem o padrão dos conjuntos o suficiente para ter equipes completas competindo em nível de GP em 2023. Assim, o formato misto será mantido até 2023 para, então, ter o objetivo de passar apenas para big tour.

>>> Confira como ficou a seleção do Time Brasil para Odesur 2022

Assista à entrevista na íntegra:

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