Cavaleiro paralímpico Sérgio Oliva mira bicampeonato em WEG—Tryon 2018

Medalha de bronze no Rio 2016, o cavaleiro paralímpico Sérgio Oliva já participou de três Jogos Olímpicos, três Jogos Equestres Mundiais, foi sete vezes campeão brasileiro e uma vez campeão mundial. Hoje, aos 35 anos, ele tem um novo sonho. “Quero ser bicampeão mundial nos Estados Unidos”, disse, em entrevista ao Adestramento Brasil. “Eu já tenho índice para disputar, estou pré-qualificado”, explicou. As seletivas ainda estão ocorrendo e a equipe brasileira que disputará os Jogos Equestres Mundiais ainda não está definida.

Passando o mundial, Oliva vai treinar para alcançar outro objetivo, talvez o maior de todos: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio, no Japão. “Quero chegar lá com condições de disputar e conquistar uma medalha de ouro olímpico”, ressaltou.

Oliva começou no hipismo praticando equoterapia em 1989 por recomendação médica. Fez menos de um ano de equoterapia e parou. Somente em 2002 o contato com o cavalo foi retomado e ele começou a praticar o adestramento paraequestre. Ele conta que, inclusive, chegou a saltar, mas por questões de segurança parou. “Eu gosto do adestramento, ele é desafiador, ele é bem técnico e elegante.”

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No paraequestre, Oliva iniciou as competições na categoria grau quatro, mas depois foi reclassificado para no grau um. “Comecei na categoria quatro, que é a penúltima mais forte, e depois fui para a mais baixa, que é para pessoas mais comprometidas fisicamente. Os fisioterapeutas entenderam que estava errada minha classificação funcional. Fui da quatro para a três e depois para um”, explica. “Foi uma questão física, reconheceram que estava errado. A categoria um é toda ao passo nas provas, mas trabalho o cavalo, no treino, ao trote e galope também”, detalha.

No Pan-Americano de 2003, o cavaleiro competiu na categoria três, antigo grau dois, sendo depois reclassificado para o grau um, antiga categoria 1A — até recentemente, os graus iam de 1 a 4, com subdivisão em 1A e 1B, agora as categorias vão de 1 a 5. O adestramento paraequestre segue os mesmos princípios do adestramento regular. A única diferença é que os cavaleiros e amazonas têm lesões físicas e passam por avaliações para serem classificados segundo o grau das deficiências.

 

Brasil ganha Bronze no hipismo, nas paralimpíadas
Rio de Janeiro – O brasileiro Sergio Oliva ganha medalha de bronze na prova de hipismo, campeonato individual misto grau 1a no Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro, na Paralimpíada Rio 2016 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio 2016
O brasiliense conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, representando o Brasil nas categorias individual misto 1A e estilo livre 1A. Ele montou a égua Coco Chanel com quem treinou apenas oito meses antes da Olimpíada.

A égua, inclusive, foi um achado. Após os Jogos de Londres, em 2012, a equipe de equitação do Brasil teve problemas com os cavalos e precisou ir atrás de uma nova montaria. “Rodamos alguns países em busca de cavalos até acharmos a Coco Chanel na Holanda”, relatou Oliva.

Ele explicou que a confederação fez parceria para a equipe brasileira usar a égua. Como a montaria reside na França, cavaleiro e equipe vão algumas vezes por ano treinar lá. Coco Chanel é aposta de Oliva para as provas de WEG — Tryon 2018. No Campeonato Brasileiro Paraequestre, nos 23 a 25 de março, Oliva compete com outros cavalos.

WhatsApp A logística para competir fora do Brasil e o investimento financeiro são as principais dificuldades apontadas por Oliva, que, atualmente, conta com patrocinadores. “Treinar fora do País é a principal dificuldade. Apesar de eu ter patrocínio, o custo é muito alto. A gente faz o que pode”, disse.

Benefícios do esporte
Formado em direito, Oliva é servidor público e trabalha no Tribunal de Justiça do Distrito Federal há 16 anos. Ele teve paralisa cerebral e tem três membros afetados. “Não pensei que ia chegar a tanto, indo para três mundiais e três paraolimpíadas. Cheguei ao máximo que um atleta pode chegar que é a paralimpíada. Quero continuar a representar meu país e a ajudar aos meus parceiros. Meu exemplo mostra que se
chegar bem longe”, disse.

Para ele, os principais benefícios do hipismo é o trabalho de equilíbrio para o atleta e o carinho proveniente do contato e cuidado com o cavalo. “A pessoa tem de se importar com o que faz; tem de gostar do que faz. O contato com o animal é muito gratificante.”

 

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