Balanço: CBA e Taça Brasil têm aumento de concorrentes e seis equipes na disputa

Logo_Manege_Mon_ChevalTerminou no último domingo (24/11) o Campeonato Brasileiro e a Taça Brasil de Adestramento com participação de 113 conjuntos representando cinco Estados brasileiros. O número de concorrentes é um avanço em relação a anos anteriores. Em 2017, foram quase 70 conjuntos na disputa e, em 2018, 75 concorrentes. As provas foram realizadas de 21 a 24 de novembro nas pistas de adestramento do Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo.


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O campeonato começou na quinta-feira com a inspeção veterinária. O clima no concurso estava bem agradável para os participantes e a presença de atletas de outros Estados aninou, principalmente, as cocheiras.

Após dois dias de provas, os campeões e vice-campeões de cavalos novos do Campeonato Brasileiro e de todas as séries profissionais da Taça Brasil de Adestramento foram conhecidos no sábado (23/11), depois da segunda e última prova de cada categoria. Já no domingo sagraram-se os vencedores das demais categorias e séries do Campeonato Brasileiro, além dos ganhadores da disputa por equipes.

A forte da participação de conjuntos não-profissionais mostra o maior interesse das categorias de base pela modalidade. Com onze conjuntos, a preliminar amador foi a mais concorrida do CBA, seguida da iniciante amador e elementar amador com oito conjuntos cada.

Para este ano, a Confederação Brasileira de Hipismo criou mais uma categoria, a juvenil, para contemplar atletas com idades entre oito e 17 anos. De fato, havia confusão sobre quais categorias as pessoas com esta faixa etária deveriam competir. No entanto, o próprio regulamento 2019 de adestramento da CBH já resolvia a questão. No CBA, onze conjuntos foram enquadrados na categoria juvenil em séries variadas.

Já nas provas mais fortes, a participação foi bem menor. Apenas o cavaleiro olímpico e duas vezes medalha de bronze por equipes Leandro Silva disputou a sênior top, que tem as provas de grande prêmio. Ele montou DiCaprio e fechou o CBA com média final de 69,262%, sendo 66,594% no GP e 71,930% na kur. Com isto, Leandro Silva consagrou-se tricampeão brasileiro sênior top (2016, 2017 e 2019).

Na sênior, equivalente a small tour, cinco conjuntos, representando três Estados concorreram e a disputa foi acirrada. Jeferson Pereira montando Goya Cristal venceu com média final de 65,781% e, logo em seguida, com 65,571% ficou Roberto de Souza Filho com Fantomen do Pagliarin, ambos representando a FPH. O terceiro posto coube à amazona do Rio de Janeiro Alejandra Maria Fernandez Neto que montou Xanballum Comando SN.

Entre os amadores top, Gabrielle Fischer levou a taça de campeã ao terminar o CBA com 64,288% montando Unicórnio do Retiro. Paula Nogueira com Xango do Arete foi vice com 60,675%.

Resultados: 

Equipe
Assim como em 2018, neste ano, a CBH também realizou a competição por equipes. Conjuntos representando as federações de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Brasília, além da Comissão dos Desportes do Exército, disputaram as provas. Em 2018, o Paraná competiu no Brasileiro, inclusive, com equipe, mas neste ano não enviou representantes.

Infelizmente, a Confederação não divulgou, durante o torneio, quem eram os representantes de cada equipe. Assim, quando as equipes campeã e vice foram anunciadas para subir ao pódio, muitos dos membros não estavam presentes e outros nem sabiam que faziam parte dos times.

A Federação Paulista de Hipismo sagrou-se campeã com 50 pontos, seguida da Federação Gaúcha, com 40 pontos. Diferentemente do que consta no regulamento, que indica a somatória de porcentuais obtidos pelos três mais bem classificados da mesma equipe, a contagem se deu por pontos usando como referência a tabela da CBH, que considera a colocação do conjunto e o número de concorrentes. 

Além dos juízes previamente anunciados (Sandra Smith de Oliveira Martins, como presidente, e, como membros, Claudia Moreira de Mesquita, Natacha Waddell, Rosalind Flosi de Vasconcellos Macedo, Márcio Navarro de Camargo e André Ganc), Petra Garbade, do Rio Grande do Sul, foi adicionada à lista. Destaque para o julgamento com cinco juízes nas provas em estilo livre, que fecharam o Campeonato Brasileiro na tarde de domingo.

As provas de sábado e domingo foram transmitidas ao vivo pela HorsePix, o que agradou aqueles que não puderam ir presencialmente ao CHSA.

Entretanto, algumas incongruências e erros foram cometidos. Por exemplo, na série forte 1 profissional, na Taça Brasil, Carlos Renato Veiga Brito foi conclamado campeão com Distinto DR, quando o regulamento da CBH não o permite. Para sagrar-se campeão, o conjunto tem de alcançar porcentual mínimo de 61% na média final. Com 60,139% o correto, ainda que ele tenha competido sozinho, era ocupar o posto de vice-campeão.

Competindo na preliminar e na média 2 profissional, a Sarah Waddell não pôde sagrar-se campeã em ambas as séries. Ela chegou a receber o prêmio, mas depois a colocação foi revista. Segundo o regulamento da Confederação Brasileira de Hipismo, “um mesmo cavaleiro não poderá ser proclamado campeão e vice-campeão brasileiro”. No entanto, a regra da forma como está escrita não parece tão clara quanto à sua aplicação para a categoria profissional, pois, competindo na Taça Brasil, os profissionais não obtêm o título de campeões ou vice brasileiros.

Este noticiário também foi informado de erros com relação a notas, como, por exemplo, erros ao passar as notas dadas pelos juízes na súmulas no papel para a versão digital,  alterando o porcentual final.

Em cavalos novos 5 anos, somando as notas da Florisbela do primeiro dia e dividindo o total por cinco chega-se à nota de 8,1 e não 7,9 como foi publicado. A série foi vencida, com média final de 8,07 pontos, por Jorge V.O, montado por Murilo Augusto Machado.

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