Jogos Paralímpicos: Rodolpho Riskalla é prata no individual grau 4

Com porcentual final de 74,659%, Rodolpho Riskalla levou a medalha prata inédita nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Riskalla montou Don Henrico e ficou atrás da holandesa Sanne Voets, que fez 76,585% com Demantur. “Estou muito feliz, não tem outra palavra. Acho que poder ser medalhista em um evento deste é a melhor coisa que tem”, disse ele ao Adestramento Brasil.

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Um total 15 conjuntos, representando 15 nações, disputaram o teste individual no grau 4. “Estamos muito felizes. Foi mto trabalho e agora dia 30 tem mais. Vamos torcer de novo na segunda!”, ressaltou Riskalla. Como o Brasil não concorre por equipe, os melhores conjuntos individuais se classificam para competir nas reprises estilo livre no próximo dia 30 (veja horários abaixo).

Com a prata de Riskalla nesta quinta, o Brasil soma agora cinco medalhas no adestramento paralímpico. O país já tinha conquistado outros quatro bronzes na modalidade. Dois com Marcos Fernandes Alves em Pequim 2008 e outros dois com Sergio Froes Oliva na Rio 2016.

O título paralímpico individual era a única medalha de ouro que faltava para a coleção de Sanne Voets, já que ela é a atual campeã mundial e europeia tanto na prova individual quanto no estilo livre, e a atual campeã paralímpica de estilo livre. O belga Manon Claeys levou o bronze com San Dior 2 ao pontuar 72,853%.

Nesta quinta, competiram também os atletas do grau 2 e grau 5. Competindo com mais dez concorrentes, Lee Pearson, do Reino Unido, enceu o teste individual grau 2, alcançando, assim, seu 12º ouro em uma carreira paralímpica que começou em Sydney 2000. Montando Breezer, Pearson marcou 76,265% para terminar à frente do austríaco Pepo Puch, que montou Sailor’s Blue com 73,441%.

Também do Reino Unido, Georgia Wilson, em sua primeira competição paralímpica, ficou com o bronze sobre Sakura, com 72,765%. Wilson foi uma adição de última hora ao time após a retirada de Sophie Christiansen.

ASSISTA ÀS PROVAS:

RESULTADOS:

Riskalla tem longa história no adestramento
No mais recente ranking da FEI Rodolpho Riskalla, que reside na Europa, ocupa a vice-liderança do grupo 4 e o 11º lugar na classificação geral. Riskalla estreou nos Jogos do Rio 2016 e, no mesmo ano, recebeu o FEI Awards na categoria Against All Odds (contra todas as adversidades), premiação anual promovida pela FEI em homenagem aos destaques das modalidades ao longo da temporada.

Em 2018, nos Jogos Equestres Mundiais, Riskalla levou conquistou as duas únicas medalhas do Brasil naquela edição de WEG, realizada em Tryon, nos Estados Unidos. Montando Don Henrico, depois da prata na prova individual grau 4, no dia 18/9/2018, Riskalla conquistou outra medalha de prata na prova individual estilo livre grade 4, no dia 22/9/2018. No freestyle grau 4, Riskalla fez 77,780% de nota final. 

Riskalla competia no adestramento desde os oito anos, incentivado e treinado por sua mãe, a juíza e treinadora Rosangele Riskalla. Bicampeão Sul-Americano, tricampeão Brasileiro e único atleta do país em uma FEI World Breeding Dressage Championships for Young Horses (2013), Riskalla sonhava em integrar a equipe brasileira nos Jogos do Rio 2016. Conseguiu, mas na Paralimpíada, em uma historia de coragem e superação.

Depois de passar temporadas na França e na Alemanha em busca de aperfeiçoamento técnico, em 2015, Riskalla se estabeleceu em Paris. No mesmo ano, precisou voltar ao Brasil em razão do falecimento de seu pai e, duas semanas depois, contraiu meningite bacteriana. A luta pela vida foi intensa, inicialmente, fazendo tratamento em São Paulo e depois em Paris. Teve de amputar a parte inferior das duas pernas, a mão direita e parte dos dedos da mão esquerda.

Menos de um ano após ter contraído a doença, Riskalla voltou a montar e passou a sonhar com os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Participou de seletivas na Europa e conquistou vaga no Time Brasil Paraequestre na Paralimpíada do Rio 2016, quando terminou em 10º lugar no então grau 3, hoje grau 4.

Entenda a competição do paradressage
O adestramento paraequestre é igual ao adestramento regular. A única diferença é que os cavaleiros e amazonas têm lesões físicas e passam por avaliações para serem classificados segundo o grau das deficiências. Assim explicou, em uma entrevista em 2017, Gabriele Brigitte Walter, classificadora oficial da Federação Equestre Internacional (FEI), ao Adestramento Brasil, o funcionamento da modalidade que, ao longo dos anos, conferiu ao Brasil várias medalhas paralímpicas e de outras competições.

Nas provas paraequestres, os atletas são divididos em cinco classes — grau 1, 2, 3, 4 e 5 —, de acordo com os tipos de deficiência. A avaliação para identificar a qual grupo cada pessoa pertence é feita por um profissional habilitado e oficial da Federação Equestre Internacional. No Brasil, cabe à Gabriele Walter, da Fundação Rancho GG, esta tarefa. Leia matéria completa aqui.

HORÁRIOS

Quarta, 25/08

9:00 – Primeira inspeção veterinária (Brasil: 24/8, às 21 h)

Quinta, 26/08Assista às provas

16:00 (Brasil 4:00) – Dressage Individual Test – grau 2  

17:51 (Brasil 5:51) – Dressage Individual Test – grau 4

20:31 (Brasil 8:31) – Dressage Individual Test – grau 5

Sexta, 27/08

16:00 (Brasil 4:00) – Dressage Individual Test – grau 1  

19:14 (Brasil 7:14) – Dressage Individual Test – grau 3

Sábado, 28/08

17:00 (Brasil 5:00) – Dressage Team Test to Music – grau 2  

18:14 (Brasil 6:14) – Dressage Team Test to Music – grau 1  

19:54 (Brasil 7:54) – Dressage Team Test to Music – grau 3  

Domingo, 29/08

18:00 (Brasil 6:00) – Dressage Team Test to Music – grau 5  

19:32 (Brasil 7:32) – Dressage Team Test to Music – grau 4  

Segunda, 30/08

9:00 – Segunda inspeção veterinária (Brasil: 29/8, às 21h) 

16:00 (Brasil 4:00) – Dressage Individual Freestyle Test – grau 4

17:14 (Brasil 7:14) – Dressage Individual Freestyle Test – grau 5

18:33 (Brasil 6:33) – Dressage Individual Freestyle Test – grau 3

19:47 (Brasil 7:47) – Dressage Individual Freestyle Test – grau 2

21:01 (Brasil 9:01) – Dressage Individual Freestyle Test – grau 1

3 respostas para ‘Jogos Paralímpicos: Rodolpho Riskalla é prata no individual grau 4’

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