Por vaga em Tóquio 2020, brasileiros competem em Cascais e Wellington

João Victor Oliva, da Coudelaria Ilha Verde, e os irmãos Luiza e Pedro Tavares de Almeida, da equipe Rocas do Vouga, estão inscritos para competir no CDI 3* de Cascais, em Portugal, enquanto André Ganc fará prova de grande prêmio de CDI 3*  da semana sete do Adequan Global Dressage Festival (AGDF) em Wellington, Flórida (EUA). Os brasileiros disputam as provas com meta de alcançar os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês para minimum eligibility requirements) e conquistar a vaga individual para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (leia todas as matérias).


Apoie_AB_PayPalSe você acompanha a nossa cobertura, sabe que informação bem apurada, confiável e relevante faz toda a diferença. Enquanto agradecemos a todos apoiadores do site, reforçamos que precisamos da colaboração de pessoas como você para seguir com a produção editorial.
Clique aqui e seja um apoiador. Você que escolhe o valor!


Em Wellington, como tradicionalmente ocorre, o Adequan Global Dressage Festival movimenta o hipismo das Américas. No adestramento, 12 semanas de provas são disputadas no Palm Beach International Equestrian Center (PBIEC) confira o programa completo da edição 2020 do AGDF.

Ganc compete nesta semana com Último de Massa. Ao Adestramento Brasil, o cavaleiro, que também é juiz nacional, contou que monta o puro sangue lusitano desde somente 1º de dezembro. “Ele vinha de um período longo parado e, assim que eu comecei a montá-lo, tive um feedback extremamente positivo de quem o via trabalhando”, disse.

A intenção nesta prova é começar a empistá-lo para chegar com ele em condições física e técnica razoáveis no fim de março. “Ele é um cavalo muito sério. Tem muito para melhorar; e acredito que isso vem com o desenvolvimento muscular. Acredito que em quatro semanas ele já estará num nível bom.”

O GP que Ganc disputará no CDI 3* no AGDF 7 será julgado por Michael Osinski (FEI 4*, EUA), Mariette Sanders van GansewinkelC (FEI 5*, Holanda); Kari McClain (FEI 3*, EUA), Peter Storr (FEI 4*, Reino Unido) e Raphael Saleh (FEI 5*, França). “Minha expectativa para essa prova em especial não é boa, pois o cavalo chegou à Flórida e, além de sentir muito a mudança de temperatura, foi atacado por um fungo nas patas e praticamente não foi montado nos últimos 15 dias. Mas semana que vem tem mais uma prova e ele já vai estar trabalhando”, ponderou.

Em Portugal, o CDI 3* de Cascais ocorre em dois fins de semana de provas de 28 de fevereiro a 1º de março e de 5 a 8 de março ambos no Centro Hípico da Costa do Estoril. Segundo informações preliminares, o evento receberá conjuntos representando dez nacionalidades (Portugal, França, Suíça, Brasil, Japão, Espanha, Finlândia, Rússia, Alemanha e Itália). Serão dois concursos internacionais com juízes FEI 5* escalados e válidos para a obtenção dos MERs. Confira a lista de participantes dos CDIs.

CDI 3* Cascais: programas 28/02 a 01/03 | 05 a 08/03
AGDF: site oficial, programação e resultados

Hipismo em Tóquio
A Federação Equestre Internacional (FEI) divulgou em 17/02 a lista confirmada dos países com cotas por equipes e individuais para disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 nas três modalidades: salto, adestramento e hipismo completo (CCE). Segundo a FEI, o novo formato permite que mais nações compitam, passando, no adestramento, de 25 países nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 para 30 em Tóquio 2020. Confira o documento oficial completo para saber como ficaram as cotas no adestramento.

Os eventos equestres olímpicos começam no dia seguinte à cerimônia de abertura em Tóquio, que será realizada em 24 de julho. O adestramento será a primeira disciplina a realizar suas competições (25 a 29 de julho), seguido de CCE (31 de julho a 3 de agosto) e, em seguida, salto (4 a 8 de agosto). As competições serão realizadas no Parque Equestre Bajikoen e no local de cruzeiros Sea Forest Cross Country.

Seleção para vaga Brasil
Brasil perdeu a vaga por equipe para disputar a modalidade adestramento na próxima olimpíada por não ter apresentado o certificado de capacidade (“NOC Certificate of Capability” ou COC), que exigia que, pelo menos, três conjuntos diferentes tivessem atingido os MERs até 31 de dezembro.

CBH divulgou no fim de janeiro deste ano os critérios para a seleção do conjunto que disputará a vaga individual que o Brasil tem direito após perder a vaga por equipe. De acordo com o comunicado (confira a íntegra), para a escolha do individual serão considerados os resultados das provas de grande prêmio (GP) aprovadas pela Federação Equestre Internacional para a conquista de índice olímpico (MER) no período de 1º de janeiro a 1º de junho de 2020.

A CBH disse que vai considerar a média dos dois melhores resultados em provas de GP dos eventos aprovados pela FEI para a obtenção dos índices até 1º de junho de 2020. Os conjuntos que competiram na Europa em pelo menos dois eventos no segundo semestre de 2019, buscando a classificação da equipe, terão um bônus de 1,5% (sic) adicionados à média.

Criterios_individual

Adestramento Brasil enviou por e-mail à CBH questionamentos acerca do comunicado da seleção individual. Foi perguntado como será a bonificação, uma vez que é necessário entender se à média será adicionada 1,5 ponto porcentual (pp) ou se somará 1,5%. Matematicamente, a soma é diferente quando se trata de ponto porcentual e de soma de duas porcentagens. Este vídeo mostra a diferença do cálculo.

Também foi questionado se os resultados obtidos em 2019 serão descartados, uma vez que o item dois do comunicado estipula o período entre 1 de janeiro e 1 de junho de 2020 e logo abaixo se contradiz dizendo que os índices obtidos até a presente data e  aprovados pela FEI serão considerados.

Apesar dos esforços e insistência deste veículo de imprensa para obter a informação o mais acurada possível para os leitores, a CBH não responde às solicitações de Adestramento Brasil desde meados de 2019.

Competidores na Europa
Desde que levaram cavalos para Europa para tentar manter a vaga por equipe do Brasil, a equipe do Rocas do Vouga seguiu montando no continente europeu. Além deles, João Victor Oliva, que está radicado lá há alguns anos, também tem se preparado para disputar a vaga individual.

A amazona Giovana Pass, que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016, afirmou, durante o programa Maratona Tóquio 2020, da Band Sports, que também pretende disputar provas na Europa para tentar ocupar a vaga individual. Seu principal cavalo, o Eleito Plus, encontra-se na Espanha com seu treinador Claudio Castilla.

Carthago Comando SN, montaria de João Paulo dos Santos, nos Jogos Pan-Americanos foi outro animal que seguiu de Lima para Europa. Santos e Carthago, no entanto, não se apresentaram em nenhum concurso internacional. No Pan, eles disputaram small tour, mas as provas da Olimpíada, bem como os MERs, são big tour.  Em entrevista no Pan, Santos havia falado em subir Carthago para big tour e que, além de Carthago, há cavalos na Fazenda Sasa e na Europa que poderiam disputar as seletivas.

Além das disputas na Europa, o Brasil tem programado dois CDIs 3*. O primeiro em março será julgado pelo juiz francês FEI 5* Bernard Maurel. O de abril terá como juiz FEI 5* o dinamarquês Hans-Christian Matthiesen.

2 respostas para ‘Por vaga em Tóquio 2020, brasileiros competem em Cascais e Wellington’

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.